• CONCERTOS
  • 29 de Maio 2016

    White Fence | Alek Rein

    whitefence

    white fence

    .

    A ZDB inicia, com o concerto de White Fence, a primeira de uma série de colaborações com a Beefeater.

    White Fence
    Depois do reconhecimento fulgurante dos Thee Oh Sees e Ty Segall, chega a vez de White Fence. Remata-se assim uma jornada que trouxe a esta cidade um dos universos musicais mais vibrantes da Costa Oeste dos Estados Unidos.

    White Fence é um grupo de rock e, em simultâneo, um veículo para o universo plural e multicolorido de Tim Presley. Californiano de gema, passou pelos Darker My Love e os The Nerve Agents, colaborou com Ty Segall no álbum Hair, tocou com os The Fall e em 2012, seguindo os passos de  um amigo (John Dwyer, dos Thee Oh Sees) fundou a Birth Records.

    É uma figura destacada da cena de Bay Area, um instigador de gestos, objectos, tendências e um conhecedor profundo da história da pop. Acrescente-se-lhe uma faculdade que se vai tornando rara: o gosto. Presley sabe ouvir, como demonstrou quando deu a conhecer ao mundo a música de Jessica Pratt; foi ele quem lançou, em 2012, na sua editora, o primeiro e homónimo LP da artista. Mas é mais do que um grande ouvinte. É também um magnífico compositor de canções. Ouçam, à confiança, Like That ou Arrow Man ou Actor, de The Recently Found Innocent (Drag City, 2014), ou Beat e Pink Gorilla, de Cyclops Read (Castle Face, 2013). Não haverá desilusões.

    Em termos de referências, o leque é rico: Beach Boys, The Kinks, The Zombies, Alexander ‘Skip’ Spence, Syd Barret, The Byrds, The Real Kids, Leonard Cohen, Joe Meek. Convenhamos, parece um mero inventário. Acontece que Tim Presley sabe o que fazer com as ideias que estes nomes nos deixaram. Transfigura-as, tornando-as suas, libertando-as do passado e dos espíritos de outros tempos. Uma ressurreição, a letra-morta a tornar-se, mais uma vez, espírito vivo. É isto. Mas nesse movimento, as suas canções desviam-se de formatos ou de esquemas reconhecíveis. O que aparece é o prazer da experimentação, do jogo, da bricolage, sem prejuízo das pequenas histórias que vão sendo cantadas, sempre ao colo de uma cândida e inteligente ironia. If you are still loving just to survive, I´m still the only man alive, cantará White Fence nesta noite. O ano ainda mal começou e, na ZDB, um dos concerto do ano já tem data marcada. JM
    .

    + info: Facebook | Drag City | Entrevista SPIN | Vídeo | Ao Vivo | C/ Ty Segall

    Formação: Tim Presley guitarra & voz |  Charlie Moorthart bateria | Joshua Puklavetz baixo | Sean Paul Presley guitarra 

    .
    20160425 095 cred-VeraMarmelo
    © Vera Marmelo
    Alek Rein

    Desde as primeiras gravações caseiras a solo até ao iminente primeiro longa-duração com banda, as canções de Alek Rein surgem entre a confissão, o protesto e o sonho. Alinhado na tradição do psicadelismo folk anglo-saxónico, este projecto tem o nome do heterónimo de Alexandre Rendeiro.
    Natural de New Jersey (EUA), Rendeiro respira, sem reverência, a bizarria de Syd Barrett ou Marc Bolan, o classicismo de John Lennon e a intensidade rock n’ roll de Ty Segall. ‘Mirror Lane’, o primeiro LP, sairá finalmente este verão, sendo precedido pelo primeiro single ‘River of Doom’.

     

    Formação: Alexandre Rendeiro guitarra & voz |  Guilherme Canhão baixo | Luís Barros bateria
    .

    .
    Entrada: 10€ | Bilhetes disponíveis na Flur, Tabacaria Martins e ZDB em noites de concerto* | reservas@zedosbois.org

    * Os bilhetes adquiridos nas lojas têm uma comissão de 0,50€