• CONCERTOS
  • Quinta e Sexta, 10 e 11 de Janeiro de 2019 às 22h

    Sonic Scope 2019

     

    A ZDB volta a acolher o Sonic Scope, festival que pretende promover, num contexto único, novas linguagens e novas propostas da música experimental nacional. O festival nasceu em Lisboa em 2001 a partir de uma iniciativa dos artistas sonoros e visuais Nuno Moita e João Vicente. O artista intermedia, André Gonçalves, juntar-se-ia à equipa organizadora na edição de 2002. A editora, Grain of Sound, criada por estes três artistas em Fevereiro de 2002 fica então responsável a partir daí pela programação do festival.

     

    +info: Facebook | Grain of Sound

     

    10 de Janeiro 

    Cinza

    Vitor Joaquim

    Alforjs

     

    11 de Janeiro 

    Manuel Mota e Margarida Garcia

    Producers

    CAVEIRA

     

     

    Cinza

    Projecto de Carlos Santos e Nuno Moita, iniciado em 2016 para a edição do livro fotográfico com o mesmo nome que contém ainda um texto de Carla Carbone. Carlos Santos criou então a banda-sonora para as fotografias de Nuno Moita. O projecto Cinza continua, agora com a exploração de novas paisagens sonoras e visuais.

    Formação: Carlos Santos: computador, sintetizadores, vídeo. | Nuno Moita: computador, fotografia.

    + info: Site

     

    Vitor Joaquim

    Improvisador electrónico, compositor e artista media. Formou-se em cinema, nas áreas de som e realização e é doutorado em computer music. Criou para dança contemporânea, teatro, instalações e multimédia. Até ao momento, editou 10 álbuns e colaborou em cerca de duas dezenas, entre remisturas e compilações internacionais.

    +info: Site

     

    Alforjs

    Trio composto por Mestre André nas electrónicas e saxofone, Bernardo Álvares no contrabaixo e Raphael Soares na bateria. Alforjs é um estranho saco às costas do burro do almocreve que atravessa diferentes paisagens tradições e rituais que o vão enchendo de diferentes artefactos e relíquias. Deformado do inchaço provocado por todos estes objectos culturais que colecta, a sua trama original é o que une todas essas referências e as transporta para uma outra existência sob uma nova forma. Sempre tiveram como objectivo maior fazer uma música não referencial, afastada de uma mimetização de géneros musicais estanques, ambicionando assim criar uma música idiossincrática, que não deixa de ter uma relação profunda e directa com o contexto em que a banda se insere. Demonstrando-se, portanto, um reflexo do caldeirão de influências díspares que é Lisboa no séc. XXI — Do jazz mais vanguardista, à música de dança mais negra e periférica, ao noise, à electrónica e à electroacústica. Preparam-se para lançar o terceiro álbum ‘QorusQoros’ no início de 2019 pela editora britânica Discrepant; após uma feliz sequência de edições, que começou por ‘Jengi’ (editado numa parceria da etiqueta lisboeta Burrodiscos e a belga Silent Water) em 2014, seguido de ‘Demons I’ (editado pela Shhpuma, sublabel de Clean Feed) em 2017.  Os membros de Alforjs, individualmente são também ativos no circuito multidisciplinar sócio-político e artístico lisboeta. São membros das bandas e colaboradores regulares de figuras tão díspares e incontornáveis como Sei Miguel, Luís Severo, Nerve, Norberto Lobo, Jibóia, David Maranha, entre outros.

     

    Sexta-feira, 11 de Janeiro

    Manuel Mota e Margarida Garcia

    Margarida Garcia e Manuel Mota, figuras-chave na cena experimental underground de Lisboa, são par criativo com mais de 20 anos, sustentado por uma inspiradora amizade e entrega artística cúmplice sem barreiras. Simultaneamente lírico e cavernoso, como ouvido nos seus álbuns a solo “The Leaden Echo” e “Der Bau”, este recente editado, o característico baixo de Margarida tem estado presente em gravações e concertos com Loren Connors, Thurston Moore, Marcia Bassett, Graindelavoix, Charalambides, Helena Espvall, Mattin, David MaranhaManuel Mota tem extensa discografia a solo mas também pode ser descoberta noutras atmosferas (Rodrigo Amado Wire Quartet, David Maranha/Osso Exótico, Marcia Bassett, David Grubbs, Noel Akchoté, por exemplo).
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    Producers

    No projecto Producers utiliza-se a electrónica de forma livre, nas mais variadas expressões através dos mais variados artefactos, como circuitos analógicos, fitas, sintetizadores modulares ou samples. Fernando Fadigas e Miguel Sá (editora Variz), são dois artistas multidisciplinares com intervenções e criações no contexto da arte sonora, música, vídeo, teatro e performance. Reuniem-se esporadicamente em diversos espaços e eventos como o recente Super Sonic Stereo Scope no Espaço POGO, Pre-Reforma-FBAUL, Galeria Zaratan, ZDB, Gulbenkian, Museu do Chiado, Culturgest, Experimenta Design, Out.Fest, Festival Número-Projecta, Festival Offf, Veneer/folheado (Belfast/Lisboa), Eletronica, La Casa Encendida (Madrid), Mor Festival (Dublin) ou Festival IFI (Pontevedra).

    +info: Bandcamp | Variz

     

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    ©  Luís Sousa

    CAVEIRA

    Em formação constante edificado pelo binómio fortificado da guitarra eléctrica convulsa de Pedro Gomes e da bateria infinita de Gabriel Ferrandini, CAVEIRA regressa à ZDB, demasiados anos depois. Volta a convocar-se o baixo de Miguel Abras (Putas Bêbadas, Éme) e o saxofone tenor de Pedro Sousa (Volúpias, Rajada e inúmeras colaborações) num alinhamento de pedigree intempestuoso, onde a respiração tumultuosa dos CAVEIRA mantém sempre a sua essência. A expansividade do free, o nervo e o primitivismo do rock e aquela capacidade de encarar o abismo de tudo isso com uma ferocidade inabalável, revestida dos mesmos timbres e texturas a que nos habituaram. BS
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    Formação: Pedro Gomes: guitarra | Pedro Sousa: Saxofone | Miguel Abras: baixo | Gabriel Ferrandini: bateria.
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    Entrada: 6€ diário | 10€ dois dias | Bilhetes disponíveis na Flur DiscosTabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado 22h-02h) | reservas@zedosbois.org
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