• CONCERTOS
  • Quinta, 22 de Novembro de 2018 às 22h

    Ryley Walker | Andrew Tuttle

    Ryley Walker

    Cinco álbuns volvidos e Ryley Walker confirma-se entre a nova geração de virtuosos cantautores norte-americanos – onde se incluem Kevin Morby e Angel Olsen. Um compositor de alma velha na era digital, de alma country sem quebrar as influências blues, de alma folk sem desligar da corrente as experiências psicadélicas. A habilidade na guitarra calcou um percurso que nunca largou o improviso e o experimentalismo, e se o estreante, “All Kinds Of You” se caracteriza pelas suas composições rústicas, agora Walker parece explorar landscapes urbanas e sonoridades pouco convencionais.

    Chicago, a cidade que viu Walker surgir compositor, guitarrista e figura ascendente da cena folk norte-americana. E foi ali mesmo, na capital do Illinois que foi desbravando detalhes sonoros para a construção de uma nova e peculiar identidade melodiosa denominada “Deafman Glance”. Walker, um jovem talentoso, que na ponta dos dedos resolve devolver sossego aos lugares de aparente desassossego. As rotinas da cidade, as conversas debaixo da janela, os efeitos dopler constantes, rompendo cruzamentos, avenidas e quarteirões. Na confusa alma urbana, Walker descobriu harmonia.

    Quando um Homem descobre a sua cidade, pode dar-se um perfect match. E Chicago chegou até Ryley Walker como uma locomotiva desgovernada, porém, foi nessa irrequietude urbana que encontrou o seu lugar. Porque é possível encontrar um lugar de reflexão no seio de uma infinidade caótica, onde os cheiros e os paladares se misturam, as conversas e os sons apanham-se pela metade cruzando-se em anarquias perfeitamente dessincronizadas. Apesar das cantigas indiciarem paisagens bucólicas, foi ali que Walker se inspirou, num local longe das “criações de Deus”, das Rocky Mountains ou das paisagens esverdeadas. “Deafman Glance”, disco deste ano, editado pela Dead Oceans, dará o mote para um concerto quente numa fria noite de Novembro. JH

     

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    Andrew Tuttle

    Se existem árvores elegantes, esguias que dançam tenuemente ao vento, é porque estão a ouvir Andrew Tuttle. É na extrema fineza do dedilhar que suporta estreitos acordes de existências campestres, de paisagens desertificadas, entre a ruralidade e o alcatrão das estradas infinitas. E esta sua singularidade levou-o a partilhar palcos com Om, Forest Swords, Julia Holter ou Steve Gunn. No seio de um quarto circundado por um banjo, uma guitarra acústica e um sintetizador, Tuttle alcança “Room 40”. E é nesse quarto, em Brisbane, que a cálida viola se deixa penetrar pelo sol radiante como manhã que penetra os furinhos dos estores. Tuttle, compositor e improvisador ímpar, monta o cenário de serenidade, e levanta a brisa do Brisbane River até à nossa ZDB.  JH

     

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    Entradas: 10€ |Bilhetes disponíveis na Flur DiscosTabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado 22h-02h) | reservas@zedosbois.org