• CONCERTOS
  • 8 de Novembro 2013

    Rita Braga | Helena Espvall | O Gringo Sou Eu

    Três figuras em trânsito, com Portugal como elo comum, numa noite onde três solos vão também dar origem a colaborações mais ou menos inusitadas. Vozes distintas unidas por uma visão iconoclasta da canção e suas zonas limítrofes, que se cruzam no palco da ZDB numa triangulação aparentemente dispersa, mas que faz todo o sentido.

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    Rita Braga
    já há muito que deixou de ser “aquela rapariga que toca ukulele” para se afirmar como uma das mais singulares vozes a trabalhar nos domínios da canção sem tempo e de geografia incerta. Depois da edição do celebrado Cherries That Went to the Police em 2011, Rita tem vindo a laborar parcimoniosamente um novo trabalho em terras brasileiras na companhia dos Indiozinhos Psicodélicos com lançamento marcado para 2014. Para este concerto esperam-se algumas das canções que irão fazer parte desse mesmo disco, versões da Carmen Miranda e de influência cabaret e alguns recuos a Cherries That Went to the Police, numa transversalidade reveladora de todos esses mundos (reais ou imaginários) por onde a sua cabeça habita.

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    Compositora e improvisadora nascida na Suécia e desde há um ano radicada em Portugal, cujo trabalho incide especialmente no violoncelo, Helena Espvall é uma das figuras chave naquilo que se veio a chamar a free-folk. Senhora de um percurso riquíssimo, fez parte dos Espers e encetou em colaborações com estetas como Masaki Batoh (Ghost) ou Marcia Bassett (ex-Charalambides e Hototogisu), para além de ter contribuído quer ao vivo, quer em disco para canções de gente como Vashti Bunyan, Bert Jansch ou Arborea. Desde que vive por cá, tem sido habitual vê-la na companhia de ilustres improvisadores como Manuel Mota ou David Maranha. Nesta noite, Espvall irá recriar canções tradicionais suecas através de um filtro idiossincrático igualmente reverente e enviesado.

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    O Gringo Sou Eu é a encarnação a solo de Frankão, músico nascido no Rio de Janeiro e desde 2010 a viver em Portugal. Tendo tocado frequentemente ao vivo com Rita Braga, prepara neste momento a edição do seu primeiro EP. Construída em torno de variadas percussões brasileiras e elementos electrónicos, a música de O Gringo Sou Eu procura retratar a sua visão “enquanto forasteiro” através de uma carga lírica incisiva e despida de artifícios poéticos bacocos. BS

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