• CONCERTOS
  • 24 de Março 2015

    Nate Wooley | David Maranha & Helena Espvall

    Double-bill com Nate Wooley e David Maranha com Helena Espvall. O trompetista irá interpretar uma peça de Eliane Radigue e o duo apresentará o novo disco ‘Sombras Incendiadas’

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    Helena Espvall & David Maranha

    Noite de lançamento de ‘Sombras Incendiadas’

    Dispensando grandes apresentações para quem habitualmente frequenta o espaço da ZDB, Helena Espvall e David Maranha deixaram já por inúmeras vezes e em variadas formações o quão importante tem sido o seu papel para actividade extremamente salutar da música improvisada e exploratória feita por estes lados – mas a chegar um pouco a todo o lado.

    Tendo-se já encontrado em diversas ocasiões em registos mais ad hoc, formalizaram este seu duo com a edição recente de ‘Sombras Incendiadas’ pela suiça three:four. Álbum magnâmico onde o violoncelo de Espvall e o órgão e violino de Maranha se elevam num drone convulso e implacável, com fundações na linhagem minimalista de La Monte Young, Tony Conrad ou Yoshi Wada, alimentado pelo timing improvisatório certeiro dos dois músicos. BS

    + info: David Maranha | Helena Espvall | ‘Sombras Incendiárias’ Souncloud | Crítica Dusted Mag
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    nate wooley

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    Nate Wooley

    Trompetista singular de virtudes infinitas sediado em Nova Iorque, Nate Wooley tem sido a par de músicos como Peter Evans ou Greg Kelley um dos verdadeiros inovadores desse instrumento ao longo dos últimos anos. Figura de proa do jazz e da música improvisada do agora, Wooley assume uma transversalidade capaz de se alinhar com linguagens tangenciais – do jazz ao noise, passando pelo drone e demais músicas incatalogáveis – com cunho, nervo e sentido de risco, sem nunca descurar uma visão particular sobre as inúmeras potencialidades do trompete.

    Reveladora desse mesmo espírito de descoberta via comunicação, a sua carreira está pejada de colaborações com nomes tão icónicos e díspares como Anthony Braxton, Eliane Radigue, Evan Parker, Fred Frith, Chris Corsano ou os portugueses RED Trio com quem gravou o abençoado ‘Stem’. Alianças forjadas num espírito de comunhão absoluto, agraciadas por um respeito mútuo que abre espaço para novas formas de compreensão e entendimento. E a toda uma nova música que daí advém.

    A solo, Wooley percorre todo esse espectro harmónico e lexical sem nunca recorrer a virtuosismos inusitados ou ao corridinho típico do show case, equilibrando humanidade e técnica num arco narrativo tão imprevisível quanto rigoroso. Fazendo uso de vocalizações, técnicas extensivas, amplificação e explorações importadas do drone e do noise, Wooley vai enredando essas práticas num todo de apurada sensibilidade melódica e sensorial. Oportunidade imperdível de testemunhar um dos músicos mais reveladores da actualidade no seu estado mais puro. BS
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    + info: Site | ‘OCCAM OCEAN’de Eliane Radigue

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