• Fora de Portas
  • 23 de Novembro de 2008

    Lightning Bolt | Stellar Om Source

    Sou um poço de humidade sessions

    Parque de Estacionamento Subterrâneo do Largo de Camões (Piso -5)

    Lightning Bolt
    A vinda do duo norte-americano Lightning Bolt à ZDB coloca finalmente Portugal na mesma rotação que o resto do planeta. Brian Chippendalle e Brian Gibson, caleidoscópios do barulho imenso, são dois semi-deuses do noise-rock, furacões de uma agressividade criadora em todos os sentidos avassaladora, insubmissa e intransigente.

    Como os conterrâneos Stooges ou os japoneses Boredoms antes deles, os Lighting Bolt perpetram um ataque visceral aos alicerces do rock, reduzindo-o a uma base crua de baixo e bateria que tudo rumina e questiona. Editam desde 1997 pela Load Records (também casa dos Sightings, Excepter ou Hospitals), editora-farol do rock mais experimental e esclarecidamente primário dos últimos quinze anos, e contam na discografia com discos/socos absolutamente notáveis como “Ride The Skies” (um dos álbuns da década?), “Wonderful Rainbow” ou “Hypermagic Mountain”.

    Ao vivo, a experiência Lightning Bolt não tem paralelos conhecidos. Rejeitam o palco e tocam no chão, rodeados/instigados pela audiência. São concertos de guerrilha, de pura tensão positiva – ataques blitzkrieg de rápida duração e danos permanentes.

    .

    Foto de Marta Pina
    .
    Stellar Om Source
    Veículo cósmico imaginado pela artista holandesa Christelle Gualdi, Stellar Om Source percorre tecla a tecla o caminho das estrelas de acordo com as coordenadas delineadas por exploradores minimalistas como La Monte Young, Tony Conrad ou Terry Riley. Ondas sintetizadas de expressão total espraiam-se em drones ritualistas de procura incessante, mostrando-nos que por detrás do espelho mágico está toda a experiência sensível – vida jorrante em vida, ou a matéria de que são feitos os sonhos.

    .
    Entrada : 10 €