• EXPOSIÇÕES
  • De 9 de Fevereiro a 27 de Abril de 2019. De Quarta a Sábado entre as 18h e as 22h

    Mil Órbitas de António Poppe

     

    Mil Órbitas
    Exposição individual de António Poppe
    Curadoria de Natxo Checa

    Mil Órbitas é uma viagem caleidoscópica pelo universo visual e poético de António Poppe. Reunindo obras que estão em constante processo de crescimento e actualização, algumas há mais de vinte cinco anos, Mil Órbitas combina colagens, desenhos, caligrafias, livros e esculturas que dão corpo a um universo intimamente ligado à meditação e à prática espiritual das filosofias orientais. Fruto de cerca de um ano de residência acompanhada por Natxo Checa, curador da mostra, a organização espacial desta exposição espelha o modo de concepção das obras nela incluídas, apresentando-se como um fluxo de associações, desdobramentos e recorrências que produz os seus afluentes e acolhe as suas inflexões.
    Na visão sincrética que faz do mundo, António Poppe tem nas palavras e nas imagens, mas também nos sons, nos objectos e no próprio corpo, os materiais de base da sua expressão. Assim como acontece na sua poesia, as obras que agora se expõem são instrumentos que abrem fendas na face velada da realidade para oferecer vislumbres, não propriamente de uma “verdade” do universo, mas da sua mecânica e do peso que as noções de movimento, transformação e repetição nela detêm. Também por isso, o território criativo de Poppe é deliberadamente miscigenado, empático e ecuménico, feito da energia de coisas que colaboram entre elas e connosco na descoberta da consciência em si.

     

    Sábado, 23 de Fevereiro às 10h
    escrever – desenhar – meditar
    Sessão com António Poppe

     

    Quinta, 7 de Março às 18h30
    Conversa na exposição

     

    11 a 17 de Março
    silêncio – colosso – silêncio
    Sete dias de silêncio na ZDB
    récita – Domingo 17 de Março às 18h30

     

    Sábado, 23 de Março das 10h às 18h
    desenhar o ilegível
    Workshop com António Poppe e Joana Fervença

     

    Sábado, 6 de Abril às 10h
    escrever – desenhar – meditar
    Sessão com António Poppe

     

    Quinta, 11 de Abril às 18h30
    Conversa na exposição

     

    Sábado, 27 de Abril às 22h
    Mil Órbitas – récita
    António Poppe e convidados

     


    António Poppe (1968, Lisboa)

    Artista visual, poeta, perfomer, vive e trabalha em Lisboa. Estudou no Ar.Co (Centro de Arte e Comunicação Visual), no Royal College of Arts em Londres e na School of the Art Institute of Chicago como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento onde realizou um Mestrado em Arte Performativa e Cinema. Tem trabalho híbrido de poesia e artes visuais editado pela Assírio & Alvim (Torre de Juan Abad, 2001), Documenta (Livro da Luz, 2012) e Douda Correria (medicin. em 2015 e come coral em 2017). Já actuou e/ou expôs em espaços como o Museu de Serralves, Galeria ZDB, Galeria 111, Culturgest, Fundação Carmona e Costa, entre outros. Em 2015 participou em Oracular Spectacular – Desenho e Animismo, no Centro de Artes José de Guimarães (CIAJG); em 2017 expôs Watercourse na Galeria 111, com Joana Fervença, e participou em Encontros para Além da História, sob o tema As Magias (CIAJG). No ano seguinte colaborou com Mumtazz na 6ª edição dos Encontros para Além da História, desta feita sob o tema O Nascimento da Arte (d’après Georges Bataille), também no CIAJG; colaborou com Musa Paradisiaca em Collaboration, curadoria de Filipa Oliveira no Quetzal Art Centre em Jachthuis Schijf, Holanda; e desenvolveu uma residência artística e seminário na Porta 33, na ilha da Madeira, enquadrado no ciclo Mais importante do que desenhar é afiar o lápis, com curadoria de Nuno Faria.

    Entrada: €3

     

     

    Mil Órbitas is a kaleidoscopic journey through Antonio Poppe’s visual and poetic universe. Gathering works that never withhold from growing and updating themselves, Mil Órbitas combines collages, drawings, calligraphy, books and sculptures that embody a universe closely linked to the exercise of meditation and to the spiritual practice of Eastern philosophies. The outcome of over one year of residency with curator Natxo Checa, the spatial organization of this exhibition mirrors the construction of the works included in it, presenting itself as a flow of associations, deployments and recurrences that produces its tributaries and welcomes its inflections. In the syncretic view he makes of the world, Antonio Poppe has in words and in images, but also in sounds, objects and in his own body, the basic materials of his expression. As in his poetry, the works now exhibited are instruments that open gaps in the veiled face of reality to offer glimpses, not exactly of a supposed “truth” of the universe, but of its mechanics and the weight the notions of movement, transformation and repetition have in it. António Poppe’s creative territory is deliberately diverse, empathic and ecumenical, made of the energy of things that cooperate with each other, and with us, in the discovery of consciousness itself.

     

    Saturday, February 23 at 10 a.m.
    To write – to draw – to meditate
    Session with António Poppe

     

    Thursday, March 7 at 6:30 p.m.
    Talk at the exhibition

     

    From the 11th to the 17th of March
    Silêncio – colosso – silêncio
    Seven days of silence at ZDB
    récita – Sunday, March 17 at 6:30 p.m.

     

    Saturday, March 23, at 10 a.m.
    To draw the illegible
    Drawing workshop with António Poppe and Joana Fervença

     

    Saturday, April 6 at 10 a.m.
    To write – to draw – to meditate
    Session with António Poppe

     

    Thursday, April 11 at 6:30 p.m.
    Talk at the exhibition

     

    Saturday, April 27 at 10 p.m.
    Mil Órbitas – récita
    António Poppe and guests

     

    António Poppe (1968, Lisbon)

    Visual artist, poet, and performer, lives and works in Lisbon. He studied at the Ar.Co (Center for Art and Visual Communication), at the Royal College of Arts in London, and at the School of the Art Institute of Chicago where he held a Master’s Degree in Performative Art and Cinema as a fellow of the Calouste Gulbenkian Foundation and the Luso American Foundation for Development. He develops a hybrid work of poetry and visual arts, part of which has been edited by Assírio & Alvim (Torre de Juan Abad, 2001), Documenta (Livro da Luz, 2012) and Douda Correria (Medicine, in 2015, and Come Coral, in 2017). He has already performed and / or exhibited in venues such as the Serralves Museum, ZDB Gallery, Galeria 111, Culturgest, Fundação Carmona e Costa, among others. In 2015, he took part in Oracular Spectacular – Desenho e Animismo, at Centro Internacional de Artes José de Guimarães (CIAJG); in 2017, he exhibited Watercourse, with Joana Fervença, at Galeria 111, and participated in Encontros para Além da História, under the theme As Magias (CIAJG). The following year he collaborated with Mumtazz for the 6th edition of Encontros para Além da História, this time under the theme O Nascimento da Arte (d’après Georges Bataille), also in the CIAJG; collaborated with musa paradisiaca in Collaboration, curated by Filipa Oliveira at the Quetzal Art Center in Jachthuis Schijf, The Netherlands; and developed an artistic residence and seminar at Port 33, on the island of Madeira, part of the cycle Mais importante do que desenhar é afiar o lápis, curated by Nuno Faria.

     

    Entrance: €3