• EXPOSIÇÕES
  • Até 20 de Janeiro de 2018

    Exposição individual de João Simões

     

    João Simões Sem título 2016

     

    CURADORIA DE NATXO CHECA

    INAUGURAÇÃO: SÁBADO, 7 DE OUTUBRO, ÀS 22H
    ABERTURA DE PORTAS ÀS 18H

    DE 7 DE OUTUBRO A 6 DE JANEIRO DE 2018
    GALERIA ZÉ DOS BOIS – LISBOA

     

    A exposição que João Simões (Luanda, 1971) agora apresenta na Galeria Zé dos Bois marca o seu regresso ao circuito expositivo português depois de quase duas décadas de périplo internacional. Ao contrário do que se poderia esperar, contudo, não se trata aqui de um regresso apoteótico. Esta não é a exposição onde vamos encontrar João Simões como nunca o vimos, reinventado na sua prática artística, apresentando um vasto conjunto de obras onde poderemos finalmente aferir as inúmeras inflexões que o seu trabalho conheceu nestes anos de circulação no exterior. Bem pelo contrário: esta é uma exposição onde encontramos o trabalho de João Simões na sua versão mais concentrada, despojada e económica. Na verdade, esta é uma exposição de uma peça só. Nela, reconhecemos a toada analítica e conceptual a que o artista nos habituou desde meados da década de 1990 mas, desta feita, ancorada num fenómeno peculiar: na casualidade surpreendente de encontrar um conjunto particular de frutos e de estabelecer entre eles um universo de relações onde se questionam as noções de vazio e de progressão, de medida e infinito, de sugestão e presença, de busca e invenção, de potência e contenção, de acaso e trabalho – todas elas chamando a atenção para o modo como a matriz binária do nosso conhecimento produz uma sociedade maniqueísta que lida com o mesmo nível de desconfiança e de fascínio para o desvio, para o raro, para o incomum.

     

    (English)

    The exhibition João Simões (Luanda, 1971) now presents at the Zé dos Bois marks his return to the Portuguese exhibition scene after almost two decades of international touring. Contrary to what might be expected, however, this is not an apotheotic reappearance. This is not the exhibition where we’ll find João Simões “as we have never seen him before”, reinvented in his artistic practice, presenting a vast set of pieces where we can finally gauge the countless inflections that his work has known in these years of drift abroad. Quite the contrary: this is an exhibition where we find João Simões’ work in his most concentrated, stripped-down, economic version. In fact, this is a one-piece exhibition. In it, we recognize the analytical and conceptual frame to which the artist has accustomed us since the mid-1990s, but this time anchored in a peculiar phenomenon: in the surprising event of finding a particular set of fruits and establishing between them a whole complex of relations which put in question notions such as emptiness and progression, measure and infinite, suggestion and presence, search and invention, power and restraint, chance and work – all of which draw attention to the way the binary matrix of our knowledge produces a Manichean context that deals with the same level of mistrust and awe for diversion, for the rare, for the unusual.

     

    Galeria Zé dos Bois
    Rua da Barroca, 59, 1200-047 Lisboa
    De quarta a sábado, entre as 18h e as 22h
    Entrada: €3