• CONCERTOS
  • Sexta, 27 de Julho às 22h

    Beautify Junkyards | Candy Diaz b2b María P. Dj set

    © Lois Gray

    A banda lisboeta vai trilhando o seu percurso ancestral sedimentada num espírito colectivo que ao longo dos últimos anos tem dado frutos. E voltou a dar, através de extensos ensaios improvisados alcançaram uma nova edição, agora sob o selo da britânica Ghost Box. O terceiro disco “The Invisible World of Beautify Junkyards” indicia uma colectânea de ambientes enigmáticos, turbulentos, contudo, sem descurar a cosmic folk que há muito se reflecte na impressão sonora do grupo. A preciosa ajuda de Arthur David (Mão Morta, Orelha Negra, Cool Hipnose) e Jon Brooks num processo criativo recheado de elementos electrónicos, atenuando as tradicionais influências do passado, profundamente ligadas ao psicadelismo folk e à tropicália brasileira. O sucessor de “The Beast Shouted Love” tem estado em rotação nas rádios nacionais e internacionais, nomeadamente, BBC2 e KEXP.

    Não só de novas tonalidades sonoras vive esta produção, mas para ela é igualmente destacável a colaboração com a violoncelista sueca, Helena Espvall, residente em Lisboa e ex-membro dos americanos Espers, que já leva um sólido trajecto na música de improviso, tendo ainda trabalhado com os experientes Vashti Bunyan e Bert Jansch.

    Existe nos Beautify Junkyards uma forma de vida camaleónica, capaz de gerar estratos, texturas cósmicas, fixando-se como uma contemporânea raridade. Grupo embebido por mesclas harmónicas, porém, fortemente inspirados pela kosmiche germânica, que em 2013, resulta inclusive numa versão de Radioactivity dos Kraftwerk. Com este disco, a formação composta por João Branco Kyron (sintetizadores e voz), Rita Vian (voz), João Pedro Moreira (viola, sintetizadores), Sergue (baixo) e António Watts (bateria e percussões) chega para abrir uma porta para outro mundo: “The Invisible World of Beautify Junkyards” será apresentado na cálida noite da ZDB. JH

     

    +info: Facebook | Bandcamp | Crítica | Entrevista | Crítica

     

    Candy Diaz © Vera Marmelo

     

    María P. © Joana Linda

    Candy Diaz b2b María P. Dj set

    Habituada desde cedo às festividades Garage/Punk, Candy Diaz nunca conseguiu definir a linhagem das suas preferências unicamente porque não existe nenhuma necessidade de o fazer. Nas suas escolhas, conseguimos visualizar um mundo sem restrições fronteiriças e simultâneamente permeáveis, que vão desde a música cigana da península ao Brasil cheio de fuzz. A descarga latina está sempre presente mas contém também com pop-ups pertinentes pelo continente africano. Congas, palmas, coros gospelianos fervorosos e guitarras que arranham são um pouco da geneologia dos seus sets. As tonalidades da Psicadelia, da Folk e do kraut são também o mote para o programa “Floresta Encantada” da rádio SBSR, do qual é co-autora. Digger preguiçosa mas dj hiperactiva, Candy Diaz de seu nome Ana Farinha recusa-se a aceitar pedidos, sugerindo portanto que cada alma seja protagonista da sua própria banda sonora.

    Quando María P. chegou a Lisboa há dez anos trouxe com ela os seus discos de vinil e um apaixonado percurso como DJ em rádio e clubes. Focada no Jazz foi colaboradora e jornalista até o nascimento do seu próprio programa de rádio “Rootdown”, que viu a luz do dia em Barcelona e se prolongou por dois anos. Esta experiência proporcionou a possibilidade de abrir horizontes musicais sendo a música afro-americana dos setenta o eixo desta aventura radiofónica. Já em Lisboa outras sonoridades invadiram os seus sets, misturando sem preconceitos e procurando a singularidade rítmica com rigor de arqueóloga. O seu último projeto é “Electric Rainbow”, um colectivo focado na electrificação do folklore.

    Entradas: 6€ |Bilhetes disponíveis na Flur DiscosTabacaria Martins e ZDB (segunda a sábado 22h-02h) | reservas@zedosbois.org