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  • Sábado, 24 de Fevereiro às 18h

    Apresentação de ‘Parlatório’, novo disco de Américo Rodrigues

     

    Apresentação do disco às 18h por:
    Nuno Miguel Neves (antropólogo e doutorando em Materialidades da Literatura)
    José Neves (actor do Teatro Nacional D. Maria II)
    Américo Rodrigues (poeta sonoro)
    Seguido de audição
    Entrada Livre

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    ”Parlatório” é o mais recente trabalho de poesia sonora de Américo Rodrigues. Baseia- se em conversas com sete presos mas não é um disco documental: ”Há um ano entrevistei demoradamente sete reclusos para que me contassem a sua história de vida. A ideia inicial era escrever um livro com narrações daquelas mulheres e homens que estavam a cumprir pena numa prisão do interior de Portugal. Registei em vários cadernos o que de mais importante me disseram (depoimentos de grande autenticidade), sublinhando frases e ligando palavras com setas e outras anotações. O que escrevi foi aquilo que considerei ser o essencial do que ouvi. Histórias de roubos, tráficos, burlas, assaltos, dependências, traições, violências, mortes. Vidas. A partir desse material de base concebi uma peça de poesia sonora que cruza a minha vocalidade (gritos, sussurros, choros, línguas inexistentes, ruídos bucais, cantos de inspiração étnica, estalidos com a língua, terrorismo fonético, etc.) com a leitura dos apontamentos da conversa com aqueles reclusos (leitura branca, interpretação teatral, enganos, hesitações, alteração de velocidade, silêncios, amálgamas, etc.)”.

    “Parlatório” foi feito em parceria com José Neves (dramaturgia do som e montagem), tendo a colaboração de Nuno Veiga (sound designer), César Prata (gravação) e Tiago Rodrigues (desenho gráfico). A edição é de Bosq-íman:os records.

    Américo Rodrigues é poeta, actor, encenador e programador cultural. É autor de vasta obra naqueles domínios. No campo da poesia sonora editou os discos “O despertar do funâmbulo” (2000), “Escatologia” (2003), “Trânsito local, trânsito vocal”, com Jorge dos Reis (2004), “Aorta tocante” (2005 ), “Cicatriz:ando” (2011), “Porta-voz” (2014) e, agora, “Parlatório” (2018). Tem apresentado performances de poesia sonora e fonética, e de improvisação vocal, em várias partes do mundo.

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    Saturday, February 24th – 6:00 pm
    Presentation of the Parlatório by
    Nuno Miguel Neves (anthropologist and Ph.D. candidate in Materialidades da Literatura)
    José Neves (actor at D. Maria II National Theater)
    Américo Rodrigues (sound poet)
    Followed by audition
    Free entrance
    “Parlatório” is Américo Rodrigues’ most recent sound poetry recording. Although it is based on conversations had with seven inmates, it is not a documentary record: “A year ago I interviewed seven inmates to hear their life story. The initial idea was to write a book with stories of those women and men who were serving their sentence in a penitentiary in the interior part of Portugal. I wrote in several notebooks the most important things they told me (statements of great authenticity), underlining sentences and linking words with arrows and other graphs. What I wrote was what I considered to be the essence of what I heard. Stories of robberies, traffic, scams, robberies, addictions, betrayals, violence, death. Lives. From this base material, I conceived a piece of sound poetry that crosses my vocality (shouting, whispering, crying, non-existent languages, noises, ethnic-inspired chants, tongue clickings, phonetic terrorism, etc.) with those notes taken of the conversation with the inmates (white reading, theatrical interpretation, mistakes, hesitations, speed changing, silences, amalgams, etc.).”Parlatório” was borne out of a partnership with José Neves (sound dramaturgy and editing), with the collaboration of Nuno Veiga (sound designer), César Prata (recording) and Tiago Rodrigues (graphic design). A Bosq-íman:os the records.