• Fora de Portas
  • 20 Outubro de 2005

    Animal Collective | Alan Courtis

    11º aniversário ZDB

    Terminal do Cais de Sodré (Ferries)
    hora de embarque 21h30

    Weird Psyco Pop Sessions

    Animal Collective
    O impressionante percurso do colectivo norte-americano (com parcial sede em Lisboa, por parte do membro fundador Panda Bear) conheceu, este ano, mais momento tremendo, após um período de aproximadamente cinco anos em que apenas editaram álbuns de estatura maior, um atrás do outro.

    O seu novo longa-duração «Feels», que vêm apresentar nesta ocasião, é, como o colectivo nos tem habituado, uma progressão imensa (continuam sem se repetir minimamente) dento do campo da canção pop psicadélica. A sua cadência tem um passo que não é deste planeta. O seu espectro harmónico uma lucidez para lá da esquizofrenia. O rasgo criativo e qualidade inovadora – novamente – sem qualquer tipo de paralelo nos campos da canção, da experimentação e da música livre, possui uma raríssima qualidade universalizante, que parece unir imaginários colectivos pancontinentais até ao âmago, enquanto os faz explodir todos ao mesmo tempo numa só voz musical. Dos nomes mais importante da música moderna do século XXI, num evento de características logísticas muito particular.

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    Alan Courtis

    Figura de importância imensa no activismo de música e artes extremas na América do Sul das últimos décadas, o argentino Alan Courtis é dono de uma obra tão tremenda quando longa de manifestações livres em som.
    O seu trabalho veio ao conhecimento público principalmente pela via do mítico trio Reynols, constituído por ele, Roberto Conlazo e pelo vocalista/guru Miguel Tomasín, um artista de características físicas raras neste meio, visto sofrer de síndrome de Down. Ao longo dos últimos dez anos Courtis também tem vindo a colaborar com uma miríade de músicos, tanto quanto tem executado variados registos a solo.

    Os pontos estéticos unificadores do trabalho de Courtis assentam num misticismo muito particular, de características e identidade marcadamente locais, possuindo um ritualismo denso, escuro, oblíquo, que se acerca a referências como Red Krayola, No-Neck Blues Band, Dead C ou MEV. Trabalha o drone, estranhas procissões sonoras, canção avariada e explorações de ambient rudes, de disformidade invulgar, violentamente arquitectada. O seu trabalho activista de organização de eventos em Buenos Aires e arredores, é porventura o principal dínamo da música exploratória argentina.

    Num longuíssimo currículo, destacam-se colaborações com criadores como Pauline Oliveros, Lee Ranaldo, Francisco López, Birchville Cat Motel, Nihilist Spasm Band, Damo Suzuki, KK Null, Yoshimi, Masonna, Axel Dörner, Skaters ou Michael Snow. Editoras que publicaram o seu trabalho encontram exemplos na Trente Oiseaux, RRR, American Tapes, Locust, Celebrated Psi Phenomenon ou Jewelled Antler.

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    Entrada:
    15€ venda antecipada
    20€ venda no dia
    12€ sócio zdb