• CONCERTOS
  • 20 de Outubro 2017

    800 Gondomar | M¥ss Keta | Vaiapraia e as Rainhas do Baile

    Festa de apresentação de ‘Linhas de Baixo’, novo disco de 800 Gondomar.

    800 Gondomar
    800 Gondomar

    Com uma geografia suburbana bem impressa no seu nome, em ‘Circunvalação’ – nome do seu segundo EP – e naquela atitude que faz do mundano um espaço imagético para a exaltação e urgência das canções, este trio de Rio Tinto apresenta na ZDB o seu álbum de estreia – Linhas de Baixo – como quem faz frente ao torpor pela sua via mais libertadora. De uma honestidade desarmante na forma e no conteúdo, foram alavancando o garage à força de verdadeiros hinos ao desenrasque e à vivência dos subúrbios como ‘O Cabeçudo’ ou ‘Lenny’ para darem agora novo passo de afirmação de identidade a testemunhar em primeira mão depois da devastação que foi aquela noite no Aquário com The Sunflowers e Moon Preachers.
     
    Deixando de lado a tacanhez e anacronismo do garage mais revisionista e truncado, apontam em direcções que tanto se fazem do estertor punk de ‘Cordoaria’ ou ‘Cru’, da circularidade quase psicadélica de ‘Eclipse’, do balanço de ‘Miúdos Muito Jovens’ e de um langor ora ternurento (Preguiça) ora desencantado (Cedofeita) com uma convicção e enfoque inabaláveis. Distorção, lirismo de rua e refrões infecciosos, na linha daquele rock estrepitoso sempre contundente de gente como os Sic Alps, The Strange Boys, Thee Oh Sees e armada da De Stilj e que tem vindo a ganhar uma energia vital através muitos putos deste país – dos Panado a Putas Bêbadas – a desenvencilharem-se do tédio em canções de celebração, suor e entrega. BS

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    MK

    M¥ss Keta
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    vaiapraia © Vera Marmelo

     

    Vaiapraia e as Rainhas do Baile
    “Rodrigo Vaiapraia começou a fazer quase-canções em meados de 2013 dentro de um quarto-de-dormir setubalense. Depois de uma adolescência com a educação musical feita a ir a concertos, a ver a Courtney Love no Youtube, a falar com amigos e a constantemente não conseguir formar uma banda que não se desmoronasse, o formato “cantautor” surgiu meramente por razões terapêuticas e logísticas. Vendo o modus operandi DIY como a única e melhor alternativa, pegou num teclado da Casio e em demasiados sentimentos e formulou o seu bedroom pop que teve direito a alguns concertos a solo e a um EP produzido por Filipe Sambado e lançado pela Experimentáculo Records. No Outono de 2014, as andanças da diáspora e os caminhos dos astros permitiram que Vaiapraia trabalhasse com Helena Fagundes (baterista brasileira criada no seio do riot grrrl paulista e elemento activo do garage rock lisboeta) e com Shelley Barradas (baixista e guitarrista sul-africana do universo punk e da constante busca de experimentar). Destas migrações e deste encontro feliz, nasceram Vaiapraia e as Rainhas do Baile. Ao longo de 2015, fizeram-se acompanhar nas teclas pelo Van Ayres, o célebre art-freak lisboeta. Preparam um primeiro disco que é fruto desta amizade e que é inspirado pela filosofia riot grrl, pela música pop dos anos 60 e pela vídeo-vigilância não requisitada em que vivem. 2017 é o ano de afirmação de Vaiapraia e contam já com concertos de abertura para bandas como FEELS e THE SHIVAS”

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    Entradas: 6€ |reservas@zedosbois.org